Narrando histórias de bichezas, o autor recorda “vinganças” de búfalos feridos e delas retira ensinamentos para o dia-a-dia dos humanos. A reter.
Trazia a espingarda presa às mãos. Deitada. A espingarda era menino ao colo. O caçador caminhava no passo saltitante dos caçadores, a espingarda dava afoiteza. Apesar disso, as cobras eram de recear.
Neste jeito, o homem deu de caras com o búfalo. Estancado na savana, o animal ostentava hastes e pastava. E tinha a modesta importância de ser búfalo.
O caçador alçou a arma. Perfilou a mira no enquadramento. Contou até três sem tremura. E disparou. Todavia, o búfalo, ruminando ervas, mexeu-se no momento decisivo.
O tiro de morte ficou em ferida. O ruminante levantou-se sobre os traseiros, escoicinhou, corrida doida mato adentro. Aos berros.
Ainda o caçador apostou no trote atrás da fera. Debalde. O búfalo escamoteou-se entre a floresta de ramos. Era corrida condenada, roupas rasgadas nas sebes, carne ferida nos picos herbáceos. Patinou nas lânguas.
Bem que barafustou o homem do tiro mal dado. Bem que se ufanou, entre dois golos de álcool, da pontaria. E por meia dúzia de dias, o búfalo foi tema para lupanares e cervejarias. Depois, assunto morto, que história de caça fica episódio.

O búfalo lá estava. Cheirou-lhe a cútis, cornos em baixo. Atirou-se em galope. Marrou. Surpreendido, o caçador foi atirado ao ar, deu uma cambalhota. Morreu sobre o capim. O búfalo ainda lhe aspirou o corpo estendido antes de se internar no mato.
- Pobre homem. Que mais curta é a memória dos caçadores do que a daqueles que por eles foram perseguidos.
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